Fluidez contra a crise

Publicado por Adrien M. G. Canel em 03/01/2018

Metávoli - Fluidez contra a crise

Para o consultor, Adrien Canel, resolução de gargalos pode ajudar pequenas e médias indústrias (PMIs) no cenário de retração econômica.

Com a desaceleração da economia, é natural que empresas não apenas suspendam investimentos, mas procurem aliviar prejuízos redobrando cortes de gastos. No caso dos fabricantes de bens não duráveis, essa medida, se não for implantada com critério, pode afetar a percepção de qualidade dos produtos e trazer problemas de competitividade em longo prazo. Já outro esforço que soa prudente ante a crise e que não traria o risco de transformar-se em um tiro no pé é a busca por aumento da eficiência, com a identificação e a eliminação de gargalos.

A melhora do fluxo produtivo viria atraindo maior atenção das grandes empresas. “Muitas têm contratado especialistas para implantar técnicas de combate ao desperdício, como Lean e Seis Sigma”, afirma Adrien Canel, que geralmente não contam com departamentos de engenharia de produção e profissionais dedicados ao PCP (planejamento e controle da produção).

De acordo com Adrien Canel, afinar a operação é ainda mais importante para as PMIs, uma vez que elas não possuem as reservas e as capacidades de compensação de deficiências das maiores corporações. “Os negócios menores precisam aproveitar sua flexibilidade, ou seja, a chance de detectar limitações, identificar gargalos e resolvê-los com rapidez, já que as operações são menores e menos complexas”, assinala o consultor. E onde costumam se concentrar os gargalos dessas empresas? Segundo Adrien Canel, nos processos de acondicionamento.

Não seriam raras PMIs cujos parques fabris abrigam equipamentos com falta de sincronismo, rodando com diferenças de velocidade que implicam usos inconvenientes de pulmões (buffers) e intervenções humanas que impedem a otimização da atividade. Seriam habituais compensações entre operações que gerariam sobrecarga em alguns equipamentos e ociosidade em outros. “Para harmonizar linhas, muitas vezes todos os equipamentos são regulados para baixo, funcionando muito abaixo de seus potenciais”, diz Adrien Canel. “Indústrias não percebem o quanto perdem com essa falta de eficiência, mas a perda é invariavelmente enorme”.

Uma causa frequente das linhas desajustadas seria a falta de um olhar mais técnico na fase de projeção da embalagem. “O marketing costuma preponderar. As indústrias pensam muito em atender à expectativa do consumidor e em desempenho no ponto de venda, mas não no comportamento da embalagem na fábrica e na distribuição”, observa o profissional da Overhaul. A visão predominantemente mercadológica acarretaria não só trabalhos aquém do potencial, mas também revisões e retrabalhos de impacto negativo óbvio na saúde das empresas.

Para Adrien Canel, PMIs devem não apenas indagar-se sobre como vender mais que os concorrentes, mas como produzir melhor que eles. “É preciso avaliar se é o produto que tem de mudar ou se é a visão de marketing. O que prejudica mais o produto? Os trade-offs são inevitáveis, e uma visão externa pode garantir análises imparciais e tomadas de decisão mais criteriosas”.

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